Sábado, Março 28, 2009

4º Dia

Bom, dia das primeiras sessões. Nada pra comentar sobre o trabalho em si eu acho. Ah sim... a grande maioria das pessoas que foi pro WM era ou alemã ou americana. No meu comitê acho que até tinha mais alemão do que americano. Também tinha libanês, turco, chinês, paquistanês e por aí vai. Ah sim! Não existe nada pior do que escutar um chinês falando inglês, né? A pronúnca é esquisita e a entonação é bizarra, não? Corretíssimo! xP Só que no meu comitê esse chinês era GAGO ainda por cima. Acho que ninguém entendia o que ele falava. Ah, a propósito, esqueci-me de dizer que a chilena, Carolina, tava no mesmo comitê que eu.
Acho que é por aí.
De noite teve a primeira festa: Global Village. Comentários e reclamações sobre a festa em si não cabem aqui, mas foi muito divertida! Nessa festa é pedido que cada delegado vá com a roupa típica de seu país (a maioria não faz isso) e as delegações montam estandes pra mostrar um pouco da culinária do país (e bebida também... tinha muito schnaps, rum e sangria). Foi realmente muito divertido/curioso. Nessa festa eu falei com uma alemã que tava no meu comitê (ah sim, eu tava no UNHCR, comitê pros refugiados) e ela disse que o irmão dela era carioca, porque tinha nascido no Brasil (pais missionários jesuítas ou algo assim). Ooooi? Bizarrice. De qualquer forma né, é gente do mundo todo com conexões inimaginadas.
Lembrei de algumas coisas: nesse primeiro dia eu tava engrenado no alemão, tava horrível de falar inglês, botava palavras em alemão no meio das frases e por aí ia. No início do comitê, por coincidência, na hora de cada um se apresentar, tinha uma brasileira, mas ela logo desapareceu (mas ela volta daqui a alguns posts). Outras: Queijo marrom norueguês é muito bom. Uma pasta de anis e baunilha da Grécia também é muito boa. Uma chinesa escreveu meu nome em ideogramas! Uma outra me escreveu "te desejo boa sorte". A delegação israelense tava distribuindo uns panfletos muito engraçados sobre Tel-Aviv em que dizia "Tel-Aviv is hot" e tinha a foto de uns quatro judeus saradões de sunguinha na praia e bem embaixo tinha a bandeirinha do arco-íris (até agora não sei se essa é uma estratégia real de marketing pra atrais turistas gays, mas eu ri muito [acredito que os árabes presentes também riram]).
Tá, acho que era isso.

3º Dia

Dia de ir se registrar no evento! Acordei, tomei café da manhã feito um desesperado :P e fui a pé de novo até a prefeitura, onde seria realizada essa parte mais burocrática. Ah sim, na rua tava um cheiro nojento de peixe, meio que uma podridão, não sei explicar, cheiro de marisco, sei lá, muito ruim - acho que o vento tinha mudado e trouxe esse cheiro de algum outro lugar (e também trouxe nuvens).
Anyway, no caminho eu parei pra tirar fotos do Palácio da Paz (a luz da manhã é melhor pra fotos) e da Oude Kerk (igreja velha). Aí eu fui lá pra tal da prefeitura...
Lá eu comecei a sentir o que era o evento; tinha muita gente, mas muita gente mesmo e ainda era só uma parte (recém o primeiro horário pra registro). A fila tava muito grande e andava muito lentamente. Nela eu conversei com o Faculty Advisor (professor acompanhante) e o head delegate de uma universidade do Nebraska e outros da Carolina do Norte. No meio do processo de registro André, um chileno, veio conversar comigo e já trocamos emails e coisa e tal e já conheci Carolina, a colega dele, que por sinal tinha morado um ano em Curitiba.
Depois de me registrar eu fui deixar as coisas no hotel e depois fui pro Museum Escher in het Paleis. A maioria das obras do Escher estão lá, as mais famosas também. É muito tri! Muita ilusão de ótica e simetrias e coisas assim. Tirei trocentas fotos lá dentro (é permitido).
Após o museu, voltei pro hotel pra me arrumar pra cerimônia de abertura e rapidamente o fiz. Já no bonde rumo ao World Forum vi o que era o WorldMUN... Conversei com umas alemãs e tinha um monte de gente de tudo quanto é país dentro do mesmo vagão. Depois caminhando da parada ao WF era um exército - muita gente. Felizmente eu consegui um lugar no salão em que a cerimônia seria realizada (teve gente que assistiu em telão em outras salas). A cerimônia em si tava muito boa, melhor do que eu esperava: teve discurso de ex-ministro da economia da Holanda, do prefeito de Haia, do reitor da universidade que patrocinou boa parte do evento. No discurso do Secretário-Geral do WorldMUN, ele anunciou que 2500 pessoas tinham se inscrito na simulação - o esperado era uns 1800 - logo esse seria o maior WorldMUN de todos.
Depois da cerimônia eu fui correndo prum Burger King, pq tava morrendo de fome; a cerimônia demorou e não teve nenhum tiragosto. Enfim: dormir.

2º Dia

Tá, desculpem-me por não ter atualizado durante a semana toda, mas é que o WorldMUN é realmente algo que toma o dia inteiro durante todos os 5/6 dias de duração. Então vamos lá!

No segundo dia eu acordei relativamente cedo pra quem tava cansado da viagem e do passeio do dia anterior, mas, também, tinha que aproveitar o tempo livre pra conhecer Haia, né. Mas isso de acordar cedo vai se repetir, como verão. O café da manhã tava bem bom, eu achava que seria pior; tinha croissants à vontade, então fiquei feliz (e me mantive assim a semana inteira :P). Comi muito, daquele jeito que só viajante faz pra economizar dinheiro, comi muito mesmo (e isso também se repete durante a semana toda). Tá, chega de comida!
Então eu saí a caminhar, fui de Scheveningen (cidade do hotel) até Haia. No caminho passei por uns dois parques muito bonitos, tirei muitas fotos - aliás, o tempo tava perfeito, o ceu tava limpíssimo e ficou assim o dia todo. As árvores ainda estavam secas, mas com microbrotinhos de folhas nos galhos. Não vi flores por um bom tempo, ao contrário do que eu achava, mas depois de muito andar eu achei algumas e tirei foto delas: é a flor mais comum de Haia/Scheveningen, tem em todo canto, mas aquela era a primeira então... Ao redor de um dos parques (acho que é o Scheveningse Bosje) vi o bonde e estranhei: ele andava sobre a grama! Muito esquisito, os trilhos ficam no meio da grama, parece de mentira.
Enfim, eu fui pra quadra do World Forum, onde o WorldMUN aconteceria, pra me ambientar, saber como chegar e essas coisas. Pra quem não sabe (acho que ninguém), esse centro de conferências fica entre o tribunal da ONU pra ex-Iugoslávia e a Agência de Proibição de Armas Químicas (os nomes não são exatamente esses, mas dão a ideia) então tirei algumas fotos. Nas ruas ao redor havia bandeirolas do WorldMUN anunciando o evento exatamente como disseram que aconteceria.
Depois disso eu fui até o Palácio da Paz, prédio da ONU que sedia a Corte Internacional de Justiça (um dos 5 ou 6 órgãos mais importantes da ONU e o único fora de NY). Tirei muitas fotos. A partir de lá fui pro centro e passei por muitas embaixadas, muitas mesmo, fiquei impressionado, mas não surpreso, com o tamanho da embaixada da Indonésia. Fiquei surpreso mesmo com o fato de que a embaixada do Brasil é muito bem localizada, pertíssimo do parlamento e dos ministérios do governo holandês. No centro eu conheci a parte mais histórica mesmo e localizei os museus a que eu queria ir. Mais pro fim do passeio eu parei pra comer um lanche típico holandês: pão com arenque. Não chegou a ser ruim, mas eu só como de novo quando eu voltar pra cá.
Depois disso eu fui pro hotel a pé de novo (acho que é menos de 40min a pé do centro de Haia até a praia). De noite fui numa pizzaria e comi uma pizza aos 4 queijos muito boa.

Sábado, Março 21, 2009

Viagem à Holanda do Sul - 1º Dia

Caham. Vejamos. Voo de PoA pra SP foi tranquilo, não tinha ninguém do meu lado e o avião não caiu, então tá ótimo. Depois disso tive que esperar um tempo em SP pra ir embarcar no avião da Lufthansa que me levaria pra Frankfurt. Esperei lendo os textos do Cepik e também fiz o check-in (assento 56D, isso existe?). Depois da espera, fiz o procedimento pro embarque e tal...
No avião......... 56D é aquela poltrona logo à frente do banheiro que fica no rabo do avião (onde mais chacoalha), é aquela poltrona que não reclina, é aquela poltrona que eles dão pra quem vai de milhagem. ¬¬. Mas as duas do meio tavam livres e a do outro corredor tinha um cara (um tanto esquisito) que queria trocar de poltrona (que pessoa sã não iria querer), e quando ele disse isso eu pensei "quem é que vai querer vir pra cá? EBAAA vou poder dormir deitado nas quatro poltronas!!!", por isso nem pedi pra trocar de lugar... Vã ilusão. Um tempo depois que o cara saiu e eu já estava feliz, uma aeromoça trouxe duas guriaszinhas pra sentar ali, aí eu me aterrorizei, claro, só que logo vieram os pais delas que sentaram um em cada lado com a menor entre eles e a maior foi ficar com algum outro parente mais para a frente. Evidentemente eu fiquei decepcionado: uma criança que ainda dava pra ser chamada de bebê perto de mim: barulho e choradeira. Bom felizmente a criatura dormiu o voo inteiro e quando nao tava dormindo ela tava falando ucraniano, o que me deixou mais alegre (eu entendia algumas palavras, como malhtchik). Ah sim, era uma família de ucranianos que mora em Buenos Aires. Outra coisa boa foi que a mãe, que sentou ao meu lado, em nenhum momento pediu licença pra ir ao banheiro, ela sempre foi pelo caminho mais longo. O ruim foi que eu tive que "dormir" sentado e que o chão tava cheio de bolsas e brinquedos para a guriazinha. Mas no mais foi normal o voo. Conversei com o "aeromoço" sobre Apfelschorle (em alemão, né). E foi isso. Depois desembarcamos e fui falar com a atendente da Lufthansa (em seguida explico) e andei 2km literalmente pra chegar no portão em embarque do voo pra Amsterdam. Chegando lá ainda peguei um ônibus pra poder ir até onde o avião estava... Tudo meio que correndo. O avião não demorou pra decolar, foi bem rápido. Nesse voo também foi toda uma delegação venezuelana que vai representar a Rússia no WorldMUN - era muita gente mesmo, e ainda tinha uns deles que viriam por Heathrow pq não tinha espaço suficiente no avião da Lufthansa qdo compraram as passagens -. Dormi metade do voo de 50min. Depois que acordei já estávamos descendo sobre a Holanda... E o dia tava bonito então dava pra admirar a "terra"
NA HOLANDA... Desembarque. Esperar mala... Que não aparece. E não aparece. E não aparece. E as malas de outro voo (de Heathrow) começam a surgir. Então eu vou para o lugar onde se reclama. Ah sim, antes disso: em poa me disseram que eu teria que pegar a mala em Frankfurt, passar pela aduana e depois devolver a mala; em frankfurt, como eu não sabia direito como fazê-lo, perguntei pra atendente da Lufthansa (vide acima) e ela me disse que como eram voos interligados (SP-FRA-AMS) eu faria a aduana em Amsterdam e não em Frankfurt e que portanto a minha mala iria diretamente para lá... Voltando... Eu fui reclamar minha bagagem e no lugar tinha outro brasileiro na mesma situação, e quando eu digo mesma é mesma, tudo igual, só que com a diferença que ele despachou duas malas e só uma foi pra Amsterdam. As nossas malas tinham ficado em Frankfurt. Agora: as coisas funcionaram com só uma mala dele, mas funcionaram de acordo com o que a atendente lá disse. Eu culpo o aeroporto gigante e o pouco tempo entre um voo e outro, mas sei lá né. Bom, disseram que me enviariam no mesmo dia à noite ou sábado, hoje, mas não pediram desculpas :O De qualquer forma, de acordo aqui com o site de rastreamento de malas, ela já está no aeroporto de Amsterdam e o envio dela está sendo preparado... Só aguardando agora...
Bom, prosseguindo... Comprei o ticket de trem AMSTERDAM SCHIPHOL-DEN HAAG CENTRAAL. No trem (OPA, ACABARAM DE LIGAR AVISANDO QUE A MALA CHEGOU, JÁ VOLTO). Tá, vou terminar esse post antes de tomar banho e ir pra cidade. Bom vim de trem e ele é mais rápido do que diz o site (a 1h de trem virou nem 30min). Aí na cidade vim de bonde pra Scheveningen e fui pro hotel... Só digo que as escadas me lembram Paris, aquele hotel que fiquei no intercâmbio e tal... Extremamente íngremes e em certos momentos torta, aliás, não sei como consegui trazer a mala aqui pra cima. Bom, chega de hotel. Em breve falo do quarto.
SCHEVENINGEN. Passei pela orla da melhor praia da Holanda e... que bosta. A praia é horrível, só sendo um europeu frustrado pra vir pra cá (os que não são frustrados vão pro Mediterrâneo). Tá, na verdade a paisagem é bonita a praia em si que é ruim (água marrom e sem ondas). Tem um monte de bares e restaurantes; é um lugar bastante turístico, bem legal pra passear. Tem umas esculturas ao ar livre e coisas assim também. Ventando bastante (brisa). Aqui a temperatura tá variando entre 6 e 10 graus e de noite eu não sei, pq eu tava dormindo. Depois ponho fotos aqui, quero ir tomar banho!!!

Sábado, Dezembro 06, 2008

Defesas de monografias

Ontem, dia 5, fui assistir a três defesas de monografias do curso de relações internacionais (o meu, pra quem não sabia):
- O reflexo das relações internacionais no esporte
- Rearmamentismo chileno e venezuelano (2003-2008)
- Relações EUA-Arábia Saudita (1945-2008)

Não foram bem esses os nomes dos TCCs, mas a idéia é o que importa. Também não sei os sobrenomes das pessoas, então nem adianta colocar o nome, já que fica tosco.

Vejamos...

A primeira, sobre RI e esporte, como todas, tava muito boa, foi sobre como hegemonias regionais (conceito da escola realista) se sobressaem no quadro de medalhas nas Olimpíadas. Como a Alemanha ascendeu nos jogos olímpicos do entre-guerras, mas não conseguiu superar seus vizinhos europeus, simbolizando o 2ª Guerra Mundial. Entre outros. Tava muito interessante e extremamente válido.

A apresentação em si do rearmamentismo de Chile e Venezuela tava meio capenga, mas o trabalho, conclusões e dados, tava estupendo. Mostrou que não está acontecendo uma corrida armamentista, mas também não é meramente uma substituição de equipamentos obstoletos; é ampliação de capacidades. Soft Balancing. Dados que eu desconhecia, como: o Chile tem uma lei que obriga que 10% das rendas da exportação de cobre seja aplicado nas forças armadas (o que não é pouco). Chile tem mais tanques que a Argentina, e eles são os melhores da América do Sul... Por aí vai.

O último trabalho, também muito interessante, sobre EUA e Arábia Saudita mostrou que a aproximação que havia entre os dois países foi muito forte durante a Guerra Fria justamente por motivos sistêmicos (usado o conceito de Waltz), e que, porque acabou, os dois países começaram a ter mais divergências (o que não significa que não sejam próximos ainda assim). Também mostrou outras raízes da aproximação (similaridade com destino manifesto, contra o imperialismo britânico).

Acho que era isso!
Queria eu poder ter visto as outras defesas de monografias, mas era impossível. Uma pena.
XD

Domingo, Novembro 23, 2008

UFRGSMUN

Bah!
Muito foda!
Vale muito a pena; aprendi muito mesmo.
Representei a Republika Hrvatska no Security Council com o Bruno Magno (bixo) e conseguimos passar nossas cláusulas na resolução!

www.ufrgs.br/ufrgsmun

Sábado, Agosto 02, 2008

Viagem pela Europa, julho de 2008

Perseguição dos guindastes, fuga com ambulância.

DIA 17
Ida. Avião. Chamada para o Sr. Barbero. Velha precisando de atenção, missionária, 3 anos em Viena. Munique enorme.

DIA 18
Pegamos ônibus TXL. Bem de manhã em Berlin, chuva/garoa. Quartos (1 ocupado e 1 livre). Passeio a pé. Guarda chama atenção por atravessarmos o sinal vermelho (para pedestres). Sinagoga. Rua Monbijou. Rotes Rathaus (casamento lá dentro?). Prédio desconhecido. Fernsehturm. Monumentos a trabalhadores. Marienkirche. Pombas, pardais, corvos, gaivota (?). Nikolaiviertel. Almoço no Subway. Alexanderplatz. Sofás! Bastante gente, BREITKUNST. Giz no chão. Berliner Dom (tem que pagar pra entrar). Lustgarten. Museus do norte da ilha menos Pergamon e Boden. Unter den Linden - Berlin Fashion Week. Embaixadas. Pariser Platz. Starbucks. 2,40 Euros a bola do Haagen Dasz. Monumento Holocausto. Reichstag outside e Reichstagufer. Toalhas de banho pequenas. Waick e eu passeamos. Kulturbrauerei. Alexanderplatz. THE WHAT LIVE BERLIN. Sr. de bigode enrolado fumando cachimbo. Passeio pela margem do rio. Dormi cedo.

DIA 19
Acordar 6:30. Café à margem do Spree (chegamos antes de abrir). Caminhamos até o Reichstag. Subimos depois de uns 30 ou 40 min. Céu limpo, ensolarado. Passeio pelo Tiergarten - estuprador. Av. 17 de junho. Siegessäule. Adorinhas no túnel. + Tiergarten. Zoo. Paparazi de avestruzes. Almoço em Burger King. Prisão do lado de fora. KDW e lojas... Compras lojas gigantescas e caríssimas, exceto jogos eletrônicos e o tênis da Lacoste. Rolo com o metrô. Acho que andamos ilegalmente nas estações (4 umsteigen)... Apartamento 8:00. Oranienburger Str. bei Nacht. Chuva, Alex. Pl. vazia... Pizzas na mesma tratoria. Putas "uniformizadas" nas ruas (só vi na Oranienburger).

DIA 20
Acordei cedo. Waick e eu demos uma caminhada de chinelo de dedo, bermuda e camiseta. Tava frio e ventando. Voltamos pro albergue. Café no Starbucks um tanto caro. Metrô e ônibus até Charlottenburg Schloss, entrada muito absurdamente cara... Passeamos pelo jardim, um tanto pobre para um palácio. Metrô para Olympia-Stadion. Encontramos Fabian e Elina, conheci Sandra, ex do F. Vimos um pouco do campeonato alemão de atletismo (guria caiu na reta final). Nos despedimos. No metrô, "discussão" sobre que língua a mulher tava falando (era grega e falava italiano com a outra). Fomos pro Pergamon. Na fila, o Herr Egewarth nos encontra. Enrolei-me com o alemão, ainda enferrujado. Museu incrível, muito legal. MYTHOS tosco, arte pós-moderna não é arte. Altes Museum - vimos Nefrotete, muito foda. A caminho do albergue, Waick tira foto dum dos carros mais feios já feitos. Lanche no Dunkin' Donuts... Fomos a Ku-Damm, tudo fechado. KaDeWe também. Caminhamos até o restaurante (Mutter). Lá comemos comida tailandesa: bambu e pimenta. Chegamos 23h no albergue. Numeração das casas/prédios é bizarra.

DIA 21

Waick e eu acordamos tarde 8:40 e fomos descarregar o cartão de memória da máquina fotográfica; depois de uma certa confusão e lentidão, conseguimos. Logo fomos ao Checkpoint Charlie, depois de comer na padaria "perdida". No CPC, visitamos, Waick e eu, o museu - enrolação e coisas interessantes. De lá vimos a topografia do terror, pedaço do muro e depois Potsdamer Platz, onde Waick conseguiu comprar o relógio para sua mãe na Swatch. Sony Center e Filarmônica. Gendarmenmarkt, F. e D. Dom. East Side Gallery... bastante muro. Na Ostbahnhof fomos ao LIDL fazer compras (sanduíche) bebidas muito mais baratas!! Voltamos para o albergue (trecho de bonde). De tardezinha eu e o Waick fomos à Kaufhof comprar presentes (no caminho, criança falando com o pai, superfácil de entender). Alemão mais amaciado.
Janta na Nikolaiviertel em um restaurante de 1207. Comida típica. Bolo de carne. Sono.

DIA 22
Acordar cedo para ir retirar o carro. Uma van, parece ambulância e/ou entregador de leite. Fomos a Dresden, no caminho Jagdschloss. Algumas horas em D. Blaues Wunder é uma ponte? (!!!) Estrada. Chemnitz, Zwickau, Hof, Bayreuth. Fomos ver paisagens na Suíça Franca, Frankischer Schweiz. Caverna Ludwigshöhle. Ablitz cidade de menos de 1min de carro. Pottenstein, cidade "grande" tinha tobogã. Sem vagas nos hotéis, complicado achar entradas. Pensão em Behringersmühle. Pratos típicos muito bons!

DIA 23
Região Fr. Schweiz, passeio. Nürnberg - coisa dos nazis. 1h no centro medieval, muito foda. Parada para comprar chá e pesto. LIDL. rumo a Luxemburgo Trier. Várias nacionalidades de carros e caminhões. Parada em Trier, cidade mais velha da Alemanha. Hotel com velhinha simpática. Porta Nigra. Garçom grosso no restaurante central, desistimos e fomos pra outro, muito melhor.

DIA 24
Direto pra Luxemburgo, capital. Muito bonita a cidade. Ruelas. Loja do Gaúcho (nada a ver conosco, mas tudo bem). Visitamos as casamatas, muito foda. Bandeiras por todos os lados. Voltamos pra Alemanha. Vale do Mosel (Weinstraße) - incrivelmente bonito. Cochem, castelo foda. (aliás, castelos a cada nova curva do rio, sem brincadeira) Estradinhas pra ver o castelo mais velho e bem conservado da região... longe pacas, mas castelo foda. Parada para lanche. Beira do rio, água boa, patos, mulher fazendo topless. Fim do vale, Koblenz de passagem para o vale do Reno. Maior e não tão bonito quanto o do Mosel. Mais castelos e ruínas. Parada em Sankt Goarshausen. Janta à margem do Reno ao lado de castelos nas duas margens.

DIA 25
Rumo ao sul e a Rottweil! Resto do vale do Reno, Lorelei ist am Rhein!!! Fim do vale. Autobahn para o sul. Desvio em Strasbourg. Catedral, ruelas, compras, McDonalds. De Strasbourg, atravessamos a Floresta Negra para ir a Rottweil. Rota muito bonita. Em Rottweil, as torres, famosas, estavam quase todas em reforma (tapadas). Só Fabian e Elina em casa. Fomos convocados para duas festas no mesmo dia. Primeira festa foi dos atletas. Comida boa. Jogamos Obstsalat. Depois fomos para a festa do Jonas, lá revi antigos colegas :D Jogamos War (Risiko). Chegamos tarde em casa (não muito tarde na verdade).

DIA 26
Acordamos tarde. Café. Klippeneck, passeio a pé até Dreifältigkeits Berg. Vistas muito bonitas, pista de vôo da região. Igreja com casamento, bandinha. Voltamos. Conversamos. Janta... SPÄTZLE!!! :D Dormi cedo.

DIA 27

Depois do café, todos fomos direto para o vale do Danúbio (bem pequeno, perto da nascente). Lugares muito bonitos. Depois Lemberg, morro mais alto dos Alben. Janta: Maultaschen!!!! XD

DIA 28
Café da manhã bem cedo. Despedida :/ Rumo à Suíça e a Chamonix, França. Compras em LIDL da fronteira. (atravessamos 3 vezes o mesmo posto da fronteira...) No início entrávamos e saíamos da Suíça e da Alemanha. Viagem por estradas secundárias para não ter que pagar pedágio. Paramos em Bern para usar banheiro. Interior todo cheira a esterco. Lausanne... Contornamos o lago Genebra, muito bonito, até Montreux. Adentrando os Alpes. Martigny. Estrada pra Chamonix. Cidade cara. Ficamos em hotel um pouco fora com vista para o maciço do Monte Branco. À noite, comi Tartiflette (Raclette fresca), muito bom, pouco e caro (porção francesa, né). Sorvete GRANDE, ÓTIMO e BARATO.

DIA 29
Café da manhã no carro. Subimos a Aiguille du Midi (3800 metros e alguma coisa), após muito atraso com os lifts sendo consertados. Muito bonita a vista. Muitas fotos. Não tava frio, não, apesar da neve. Invasão indiana (americanos, na verdade, e muito maleducados). Almoço em McDonalds. Estrada para Genebra. Passamos de carro no centro e logo voltamos pra França, numa cidade ao lado de G., Fermey Voltaire. Hotel da época da Rev. Francesa. Janta cara e não muito boa. Passeio em F.V. prum chateau que não tinha nada de mais (castelinho quase menor que o hotel, eu acho). Dormimos.

DIA 30
No café, "roubo de croissants". De manhã visitamos o Palácio das Nações em Genebra, muito legal. Depois fomos passear no centro. Compra de azeites de oliva. Calor. Vontade de nadar no lago (que, quase desnecessário dizer, é limpíssimo). Fotos. McDonalds de novo. Estrada. Montes Jura, muito bonitos. Perdidos em estradinhas que não estão no mapa. Horas e horas dentro do carro em auto-estradas francesas rumo à Alemanha. Parada em Offenburg, uma cidade inesquecível (um cu). Depois de visitar hotéis caros, achamos um "barato", com vista pra igreja da cidade. Janta muito boa na rua principal (porções grandes). À noite South Park e Happy Tree Friends.

DIA 31
Chegando ao fim. Café da manhã bem cedo. Rumo a Stuttgart pra fazer "últimas" compras. Passeio pela Königsstraße (compras e sightseeing). Exposição de ursos de vários páises, o do Brasil era horrível. Voamos de Stuttgart para Munique num avião de hélices. Em Munique, compras em Free Shop e lojinhas outras. Fomos promovidos para a Classe Executiva!!! :D Vi dois filmes no vôo e dormi muito bem...

DIA 1º de agosto
Em SP, Waick faz compras no Free Shop. Esperamos um pouco. Blablá. Porto Alegre!

Domingo, Janeiro 27, 2008

Traveler's IQ

Jogo muito divertido e educativo...
Meu QI foi de 134.

http://www.travelpod.com/traveler-iq

Segunda-feira, Setembro 17, 2007

Palestra de Diogo Mainardi

Exatamente isso! Hoje tive o prazer de participar de uma palestra de Diogo Mainardi, colunista da revista Veja, ministrada por Juremir Machado, cronista do Correio do Povo. Pra quem não sabe, o Mainardi quase não dá palestras e esse tipo de coisa, então essa foi uma experiência praticamente única.
Ele foi convidado para o Set Universitário, evento realizado pela Famecos, para falar sobre a mídia no Brasil e a relação entre jornalismo e política. Ele foi bastante enfático quando disse que os políticos devem ser vistos como vagabundos pelos jornalistas. Também praticamente disse que todo político rouba, independente de partido. Gostei bastante do que ele disse e até concordo. Jornalistas não podem ser "chapa branca" senão ferra o país (mas como o próprio Diogo disse, nosso país não tem jeito mesmo).
Além disso, ele contou sobre experiências próprias; sobre quando ele era o único a criticar o governo, sobre como a mídia se fingiu de cega pra tentar fazer com que o governo desse certo (o que acabou se tornando uma bosta), sobre os inúmeros processos que ele já levou (cerca de 300, disse ele, mas que só perdeu um), sobre como ele tem que se conter e não escrever exatamente aquilo que ele quer, porque senão ele perderia o processo, e que isso é uma burrice pois não se pode mais se expressar livremente.
Outras coisas... Falou de como o PT tá aumentando o tamanho do Estado brasileiro de uma forma que talvez não tenha mais volta. Sobre como o mensalão iniciou-se com o PSDB e se alastrou o PT (mostrando que ele não tá filiado a partido algum). Ah, claro, falou que o Lula não passa de um metido a coronel nordestino, querendo ter o controle de tudo. Que o governo tá tão lotado de escândalos que não têm mais como fazer qualquer coisa, que agora só têm um papel burocrático (até pq se quisessem mudar a Constituição, eles provavelmente tentariam enfiar o 3º mandato).
Mas um dos pontos altos da palestra foi a manifestação "esquerdalóide" contra ele ("Diogo traíra da América latina!"). Só que, Mainardi, como só ele, ficou é rindo deles e, extremamente debochado, ainda pediu pra eles repetirem pq ele não havia entendido. Ele disse que os manifestantes eram petistas, eles replicaram dizendo que não eram e o Diogo treplicou dizendo pro público que o PT tá tão em minoria que os petistas têm medo/vergonha de dizer que o são. O Juremir ainda disse que morre de vontade de ter uma manifestação contra ele, mas que nunca consegue e, por isso, ele seria um "lambari" do RS. Após essa manifestação, que continuou interrompendo em outros momentos, maleducadamente, como a maioria dos comunistinhas - aliás, os manifestantes não eram mais do que 20, sendo que o principal tava com uma camiseta do Marx (hahahahaha) - o palestrante só ficou satirizando-os dizendo que eles eram folclóricos e esse tipo de coisa e ele aceitou muito bem o apelido de "traíra da América latina". Quando ele disse que ele era o único brasileiro que não votava (motivos especiais), ele se corrigiu dizendo que era o único "mau-brasileiro" que não o fazia.
Afora isso, ele também ressaltou que, das revistas em âmbito nacional, a única que presta é a Veja, pq é a única que ainda investiga e denuncia os políticos (a Istoé publicou aquele dossiê forjado pelos petistas e a Época fez não me lembro o que que ele disse). Novamente ele afirmou a importância dos jornalistas não serem "chapa branca" na hora de investigar.
Ele também disse que não acredita que a Globo e outras emissoras tenham "se vendido", foi mais um acordo tácito entre os jornalistas da redação.
Ele finalizou dizendo que não se importa com o futuro do Brasil, que ele só escreve sobre o presente, sobre o que está acontecendo e que ele não sabe nem faz idéia de como vai estar o país daqui a 20 ou 10 anos "se vai estar nas mãos desses (apontando pro auditório bem educado) ou daqueles (apontando pros manifestantes)" - coincidentemente, ou não, os manifestantes estavam à sua esquerda.
---
Bom, a palestra estava muito boa, apesar da falta de educação dos manifestantes (como disse o Juremir "ok, vocês já expuseram o ponto de vista de vocês, agora vamos ser educados, vocês estão interferindo demais" (não foi bem isso que ele disse, mas é mais ou menos o sentido)). Como eu disse antes: única. Uma pena que o Mainardi mesmo tenha dito que essa foi uma experiência que ele não quer repetir, apesar de ter sido interessante.
---
20/09: Confiram o podcast do Mainardi comentando a palestra ->